Quantas vezes por dia a gente faz a conta da insulina? Café, almoço, lanche, jantar, ceia: cinco, seis vezes. Toda vez é a mesma sequência: contar o carboidrato do prato, ver a glicemia, lembrar se tem insulina ainda agindo da aplicação anterior, dividir, somar, arredondar. Às 7 da manhã com a criança atrasada pra escola, e às 22h com sono. Eu fiz essa conta na cabeça e no papel durante anos, e sei onde ela erra: no carboidrato que a gente chuta, na correção que a gente esquece de descontar, no “acho que é isso”.
O GlicemIA é o assistente que eu criei pra fazer essa conta com você. Ele funciona dentro do Telegram, como uma conversa. Você escreve a refeição (ou manda um áudio, ou uma foto do prato), informa a glicemia, e ele devolve o carboidrato e a dose de bolus calculada com os parâmetros que o médico da sua criança prescreveu. Se a glicemia está baixa, ele para de calcular e orienta o resgate. É gratuito.
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O que ele faz
Primeira coisa que a gente precisa entender: o GlicemIA não é uma tabela nem uma calculadora de site em que você digita três números. É uma conversa. Você fala com ele do jeito que falaria comigo (“ela vai comer um pão de queijo e um copo de suco, a glicemia tá 190”) e ele organiza a informação, pede o que falta e faz a conta.
Calcula o bolus da refeição. É a mesma conta que a bomba de insulina faz sozinha e que eu ensino no meu guia de contagem de carboidratos: carboidrato dividido pela razão insulina:carboidrato, mais a correção da glicemia que está acima do alvo, menos a insulina que ainda está agindo da aplicação anterior. Ele mostra cada parte da conta, não só o resultado, pra você conferir.
Conta o carboidrato. Por texto, no plano grátis: você descreve a refeição em medida caseira ou em gramas, e ele responde item por item, com o total. O banco de alimentos usa os valores da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos e do Manual da SBD, os mesmos que eu uso. Nos planos pagos, também por áudio (você fala em vez de digitar) e por foto do prato, com uma estimativa que você confirma antes de virar dose.
Orienta o resgate de hipoglicemia. Glicemia igual ou abaixo de 70 mg/dL não gera cálculo de dose. Ele pergunta se a criança está consciente e consegue engolir e diz quantos gramas de carboidrato de ação rápida dar, em medidas do que costuma ter em casa (suco, mel, açúcar), e quando medir de novo.
Responde dúvida de rotina e sugere receita. Nos planos pagos: banco de receitas com o carboidrato por porção já calculado, orientação nutricional e educação em diabetes (aniversário, exercício, dia de doença), com uma regra clara: o que é educação ele responde; o que é ajuste de tratamento, ele devolve pra equipe médica. No plano Completo, ele também lê o resultado de exames (hemoglobina glicada, peptídeo C, anticorpos) e explica o que cada um significa.
Como a conta acontece, na conversa
Melhor do que explicar é mostrar. As telas abaixo são trechos de conversas reais com o bot, com o nome trocado; os parâmetros (razão 1:15, fator 180, alvo 100) são de uma conta de exemplo, não de nenhuma criança real. Os seus são os que o seu médico prescreveu.
1. Você manda a refeição. Ele estima e pergunta se está certo
Aqui a mãe fotografou uma goiaba e informou a glicemia e a insulina aplicada há 2h40. A inteligência artificial olha a foto, estima o peso e o carboidrato, e para: “você confirma esses 20 g?”. A estimativa por foto pode errar, e ele avisa isso. Nada vira dose sem a sua confirmação. Se você tiver balança, pesar é sempre mais preciso, e ele diz isso também.

2. A conta sai aberta, parte por parte
Almoço com pizza, pão de queijo e suco: 82,1 g de carboidrato. Glicemia 258. E 4 unidades aplicadas há 2 horas, que ainda estão agindo. Ele mostra o bolus de alimentação, a correção, quanto de insulina ainda está ativa e o abatimento. O desconto da insulina ativa vale só pra correção, nunca pro carboidrato da refeição, que é o jeito seguro de fazer. E ele avisa quando o carboidrato está alto pra criança (acima de 50 g), pra você reconferir antes de aplicar.
Esse número final não é a inteligência artificial “achando”. Ele vem de uma função de cálculo fixa e testada, que a IA aciona como ferramenta. Eu explico o porquê disso logo abaixo.

3. Se a conta passa do teto, ele não mostra o número
No cadastro, você informa a maior dose de insulina rápida que a sua criança já aplicou de uma vez. Esse valor vira um teto. Se uma conta passar dele, o bot não exibe a dose: pede pra você revisar os dados (a causa mais comum é erro de digitação na razão) e, se estiver tudo certo, falar com a equipe antes de aplicar. Em insulina, o erro pra cima é o que leva ao hospital. É por isso que essa trava existe.

4. Hipoglicemia não é conta, é resgate
“Ela está com 62, o que eu faço?” Ele troca de modo. Primeiro confirma se a criança está consciente e engolindo. Depois diz quanto carboidrato de resgate dar, em gramas e em medidas caseiras, e pede pra medir de novo em 15 minutos. Se a criança não está consciente, a orientação é outra: nada pela boca, glucagon e emergência. O que fazer em cada situação está no meu guia de hipoglicemia em crianças.

Como ele é seguro (e o que ele não faz)
A inteligência artificial conversa. O número da dose sai de uma conta fixa.
Eu preciso explicar isso com calma, porque é a decisão mais importante do projeto. Um modelo de linguagem (a IA que entende o que você escreve) é ótimo pra conversar, reconhecer “um pedaço de pizza e dois pães de queijo” e organizar a informação. Ele não é confiável pra fazer conta com vida em jogo. Então, no GlicemIA, a IA reúne os dados e chama uma função de cálculo separada, escrita em código, testada com dezenas de casos, que aplica a fórmula do bolus com os seus parâmetros e devolve o resultado. A IA não emite o número; ela entrega o número que a conta devolveu. A regra de arredondamento, o desconto da insulina ativa, o teto: tudo está nessa função, não na “opinião” do modelo.
Os parâmetros são da prescrição médica, e ele não mexe neles. No cadastro, você informa o que o médico prescreveu: a razão insulina:carboidrato de cada refeição, o fator de sensibilidade, a glicemia alvo, o tipo de insulina rápida. O bot só reproduz a conta com esses números. Ele não cria parâmetro, não sugere ajuste, não “aprende” com os resultados pra mudar a dose. Se a sua criança está fazendo hipoglicemia toda tarde, isso é conversa com a equipe, e ele vai te dizer exatamente isso.
As travas param antes do erro. Glicemia igual ou abaixo de 70 não gera dose. Glicemia acima de 400 gera aviso; acima de 600, bloqueio e orientação de procurar atendimento. Carboidrato acima de 50 g numa refeição de criança gera aviso pra reconferir. Dose acima do teto cadastrado não é exibida. Nada disso é a IA decidindo na hora; são regras fixas.
A conta segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, e o banco de alimentos usa a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos e as porções em medida caseira do Manual de Contagem de Carboidratos da SBD.
Você dá o aceite antes de usar. Na primeira conversa, o bot se apresenta e diz, com essas palavras, que não substitui a equipe médica, não cria nem ajusta parâmetros e só reproduz a conta com os números que você cadastrar. Sem o aceite, ele não calcula. Os dados ficam no meu servidor e são usados pro funcionamento do bot; não são vendidos nem compartilhados.
O que ele não faz, de propósito: não prescreve, não ajusta tratamento, não decide por você. Ele faz a conta que você já faz, com menos chance de erro e com as travas que a cabeça cansada às 22h não tem. A decisão de aplicar continua sendo sua, com a prescrição da sua equipe.
Como começar, em 3 passos
Você vai precisar da prescrição da sua criança em mãos: razão insulina:carboidrato de cada refeição, fator de sensibilidade, glicemia alvo e a maior dose de insulina rápida que ela já aplicou de uma vez. Se você não sabe o que é cada um desses, o guia de contagem de carboidratos explica.
- Abra o bot no Telegram pelo link t.me/maepancreas_glicemIA_bot e toque em Iniciar. Ele se apresenta e manda o link do cadastro.
- Preencha o cadastro com a prescrição: leva menos de 2 minutos. Seu nome, idade de quem usa a insulina, as razões de cada refeição, fator, alvo, teto e tipo de insulina. Você lê e aceita os termos ali.
- Volte pra conversa e mande a refeição. “Café da manhã: 2 fatias de pão de forma com requeijão e 1 copo de leite, glicemia 140.” Ele pergunta o que faltar e responde.
Não precisa instalar nada além do Telegram, que é gratuito. Se você prefere o WhatsApp, ele também existe lá, como parte dos planos pagos (explico abaixo o porquê).
Planos
O cálculo da dose e a contagem de carboidrato por texto são gratuitos, sem cartão e sem prazo. Foi assim que eu quis desde o começo: a conta da insulina ninguém deveria pagar pra fazer. Os planos pagos são pra quem quer falar em vez de digitar, mandar foto do prato, pedir receita e tirar dúvida de rotina. É o que paga o servidor e a IA.
| Grátis | Voz | Completo | |
|---|---|---|---|
| Valor no Telegram | R$ 0 | R$ 29,90/mês | R$ 39,90/mês |
| Cálculo de bolus (refeição, correção, insulina ativa) | Sim | Sim | Sim |
| Contagem de carboidrato por texto | Sim | Sim | Sim |
| Resgate de hipoglicemia | Sim | Sim | Sim |
| Por áudio (você fala, ele entende) | Sim | Sim | |
| Foto do prato | Sim | Sim | |
| Banco de receitas com carboidrato por porção | Sim | Sim | |
| Orientação nutricional e educação em diabetes | Sim | ||
| Leitura de exames | Sim |
No WhatsApp, os planos pagos custam R$ 44,90 (Voz) e R$ 54,90 (Completo), porque a Meta cobra por mensagem enviada nesse canal; no Telegram não existe essa cobrança, por isso ele é o canal principal. Pagamento por Pix ou cartão, e você cancela quando quiser: cai de volta pro plano grátis, sem perder o cadastro.
Pra assinar, é dentro da própria conversa: mande “planos” pro bot que ele responde com o link.
Quem fez
Eu sou a Christine, nutricionista, dentista, mestre em Imunologia, professora de Medicina, educadora em diabetes, e mãe da Livia, diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 13 meses. Eu ensino contagem de carboidratos pra famílias há anos, no curso e no consultório, e a pergunta que mais ouço não é sobre teoria: é “e na hora, como eu faço a conta rápido e sem errar?”. O GlicemIA é a minha resposta pra essa pergunta. Cada regra que está nele (o teto, a hipoglicemia que não gera dose, a insulina ativa que só abate a correção) é uma regra que eu ensino em aula, e que veio de erro real, meu ou de mãe que eu acompanho.
GlicemIA é marca depositada no INPI (nº 944089151).
Faça a próxima conta com ele do lado
Grátis no Telegram. Cadastre a prescrição uma vez e mande a refeição como você falaria comigo. Ele conta o carboidrato, faz o bolus com os seus parâmetros e mostra a conta inteira.
Abrir o GlicemIA no TelegramLink direto: t.me/maepancreas_glicemIA_bot
Ainda não tem os parâmetros prescritos, ou quer aprender a conta antes de automatizar? Começa pelo meu guia de contagem de carboidratos, ou pelo curso Contagem na Prática.
Um abraço, e boa conta.
Perguntas frequentes
É um assistente no Telegram (e no WhatsApp, nos planos pagos) criado pela nutricionista Christine Rolke, da Mãe Pâncreas, que calcula o bolus de insulina com os parâmetros prescritos pelo médico, conta o carboidrato da refeição por texto, áudio ou foto e orienta o resgate de hipoglicemia. É gratuito no Telegram.
Sim. O cálculo da dose, a contagem de carboidrato por texto e a orientação de hipoglicemia são gratuitos, sem cartão e sem prazo. Os planos pagos (Voz, R$ 29,90/mês, e Completo, R$ 39,90/mês, no Telegram) acrescentam áudio, foto do prato, receitas, orientação nutricional e leitura de exames.
Com a fórmula padrão do bolus: carboidrato da refeição dividido pela razão insulina:carboidrato prescrita, mais a correção (glicemia acima do alvo dividida pelo fator de sensibilidade), menos a insulina ainda ativa da aplicação anterior. A conta é feita por uma função de código fixa e testada; a inteligência artificial só conduz a conversa e reúne os dados, não emite o número.
Não. Ele reproduz a conta com os parâmetros que a equipe médica prescreveu e que você cadastrou. Não cria nem ajusta parâmetros, não sugere mudança de tratamento e devolve à equipe médica qualquer dúvida de ajuste. Em hipoglicemia ele orienta o resgate; em emergência, orienta procurar atendimento.
Glicemia igual ou abaixo de 70 mg/dL não gera dose (vira resgate). Acima de 400 gera aviso; acima de 600, bloqueio. Carboidrato acima de 50 g numa refeição de criança gera aviso. Dose acima do teto cadastrado (a maior dose de insulina rápida já aplicada de uma vez) não é exibida. A estimativa por foto sempre pede confirmação antes de virar dose.
Sim. O cadastro pede a idade de quem usa a insulina e os avisos de carboidrato mudam (50 g pra criança, 80 g pra adulto).
Sim: o WhatsApp faz parte dos planos pagos (R$ 44,90 Voz e R$ 54,90 Completo), porque a Meta cobra por mensagem enviada nesse canal. No Telegram não há essa cobrança, e por isso o plano grátis é lá.
Texto escrito por Christine Rolke, nutricionista (CRN 24102380), mestre em Imunologia, educadora em diabetes, criadora do GlicemIA e mãe de criança com diabetes tipo 1. Conheça a minha história.
Revisado em 17/09/2026. O GlicemIA é uma ferramenta de apoio ao cálculo com os parâmetros prescritos pela equipe médica. Não é dispositivo médico, não prescreve nem ajusta tratamento e não substitui a orientação da equipe que acompanha a sua criança.