GlicemIA na Escola: a conduta da sua criança na mão de quem cuida dela

Quando uma criança com diabetes tipo 1 vai pra escola, alguém precisa saber exatamente o que fazer a cada resultado de glicemia. Na prática, esse alguém é uma professora ou uma coordenadora que nunca tinha visto um glicosímetro, com um papel na gaveta que ninguém acha na hora, e uma mãe do outro lado do telefone tentando explicar “dá duas balas e mede de novo” entre uma aula e outra. Eu vivi isso com a Livia e ouço isso de mães todos os dias.

O GlicemIA na Escola é o que eu queria ter tido: um aplicativo em que eu cadastro, uma vez, a conduta que a equipe prescreveu pra cada faixa de glicemia da minha filha, e a escola vê essa conduta no celular, passo a passo, na hora em que mede. A escola marca o que fez, fica registrado, e eu recebo o aviso no celular de onde eu estiver. Ele não calcula nem sugere dose de insulina, nunca. Quem escreve a conduta é a família, com a prescrição na mão. E serve pra qualquer pessoa que fique com a criança: escola, creche, babá, avó.

Ele se instala direto do navegador, sem loja de aplicativos, em menos de um minuto:

Teste grátis; depois, um plano só, com tudo incluso, por R$ 39,90 por mês.

Como funciona

A mãe cadastra a criança e a conduta de cada faixa

Nome, data de nascimento, seu telefone pra emergência, se tem glucagon disponível na escola. Depois, faixa por faixa (hipoglicemia, alvo, hiperglicemia), o que a equipe prescreveu: o que fazer, com o quê, em quanto tempo medir de novo.

Em linguagem de escola, não de prontuário: “195 ml de suco de laranja”, “3 balas de goma”, “remedir em 15 minutos”. É você quem escreve, seguindo o médico. O aplicativo não sugere nada.

Tela do GlicemIA na Escola em que a mãe cadastra a conduta prescrita pra cada faixa de glicemia
A conduta da faixa 54 a 69 mg/dL, como a mãe cadastrou.

A mãe convida a escola por um código

Gera um código, manda pra coordenação (ou pra babá, pra avó, pro treino). A pessoa cria a conta dela, digita o código, válido por 7 dias, e passa a ver só o que precisa: a sua criança, a conduta dela e o botão de emergência. Nada mais. Pra tirar o acesso, é na mesma tela.

Pronto. A partir daqui você só acompanha.

Tela do GlicemIA na Escola com o código de convite que a mãe envia pra escola
O código de convite. Vale por 7 dias.

A escola, na hora de medir, vê o que fazer

Quem está com a criança abre o aplicativo, digita a glicemia do sensor ou da ponta do dedo e confirma o valor. Se a família usa Nightscout, o valor do sensor já aparece num cartão pra pessoa confirmar (ou corrigir pelo dedo, que é o que vale). Na mesma tela aparece a conduta daquela faixa, passo a passo, do jeito que você escreveu.

Não precisa lembrar de nada, não precisa procurar papel, não precisa te ligar pra perguntar o básico. Faz, marca como feito, e fica registrado com o nome de quem fez e a hora. Se você cadastrou horários de medir (10h, 12h, 15h), a escola recebe um lembrete em cada um; se ninguém registrar em 15 minutos, quem recebe o aviso é você.

Tela do GlicemIA na Escola mostrando pra escola a conduta correspondente à glicemia de 65 mg/dL
65 mg/dL na escola: a conduta dessa faixa e o botão de marcar como feito.

Se a sua criança usa sensor

Na hora de registrar, a escola olha o sensor ou mede na ponta do dedo e digita o valor. Funciona pra todo mundo, sem configurar nada.

Se a família já usa o Nightscout, você cadastra o endereço e um token só de leitura, e o valor do sensor aparece pra escola confirmar. Mesmo assim o aplicativo não vigia o sensor nem avisa quando a glicemia muda: ele só lê o valor quando a escola toca em “Registrar medição”.

Tela de boas-vindas do GlicemIA na Escola explicando o uso com sensor e Nightscout
Com sensor: a escola digita o valor, ou o Nightscout mostra pra confirmar.

A mãe acompanha, e fica registrado

Cada medição registrada chega pra você como aviso, no Telegram ou no navegador. Você vê o valor, o horário, quem mediu e o que foi feito. O histórico completo, com filtro por período, sai em PDF e CSV pra levar na consulta; a escola só vê o de hoje e o de ontem. É a lista do que aconteceu, sem média, sem tendência, sem conclusão sobre a criança. Sem grupo de WhatsApp, sem “e aí, mediu?”.

Tela de histórico do GlicemIA na Escola com as medições do dia, quem mediu e a conduta feita
O histórico do dia: quem mediu, quanto, o que fez.

Emergência, sem internet e sem senha

Criança desacordada ou convulsionando: o botão de emergência abre mesmo sem internet e sem login. Diz pra não dar nada pela boca, liga pro SAMU (192) e pra você com um toque, e mostra se há glucagon disponível pra aquela criança e onde. É a única função que nunca sai do ar, nem se a assinatura estiver suspensa. É a tela que eu espero que ninguém precise usar, e a que mais me tranquiliza saber que existe.

Tela de emergência do GlicemIA na Escola com os botões de ligar pro SAMU e pra mãe
A tela de emergência.

O que ele não faz, de propósito

O aplicativo nunca calcula dose. Quem escreve a conduta é você.

Eu podia ter feito diferente. Dava pra colocar uma calculadora, uma sugestão “inteligente”, um aviso de “aplique tantas unidades”. Não fiz, e não vou fazer. A conduta de cada faixa é escrita pela família, seguindo a prescrição da equipe médica, e o aplicativo só mostra, na hora certa, o que a família cadastrou. É o que garante que a escola execute a orientação da sua equipe, não a de um algoritmo. E é o que mantém o GlicemIA na Escola fora da categoria de dispositivo médico.

É a primeira coisa que a mãe lê ao entrar: o que ele faz, e o que ele não faz.

Tela de boas-vindas do GlicemIA na Escola: o que o aplicativo faz e o que ele não faz
A primeira tela que a mãe vê.

Ele também não alarma: não vigia o sensor, não avisa quando a glicemia muda, não mostra gráfico nem seta. O único alarme continua sendo o do sensor da sua criança; o aplicativo só lê o valor na hora em que a escola vai registrar. Ele também não substitui o plano de cuidado por escrito, a reunião com a escola e o treino de hipoglicemia. Ele é a versão desse plano que está sempre na mão de quem está com a criança, atualizada, sem depender de papel. E ele não interpreta nem conclui nada sobre a sua criança: registra e mostra. Quem interpreta é você e a equipe.

Dado de criança é dado sensível, e eu tratei como tal desde a primeira linha de código: consentimento registrado e revogável a qualquer momento, ninguém vê o que não tem permissão pra ver, e cada acesso fica na trilha de auditoria.

A inteligência artificial entra em dois lugares, e nos dois ela obedece ao seu cadastro: no treino pra escola, em que ela monta situações (“são 10h, ela está com 58, o que você faz?”) a partir da conduta cadastrada, com a resposta certa vindo sempre do que você escreveu, sem nota nem ranking pra quem trabalha na escola; e nas perguntas ao histórico em português (“quantas hipos esse mês?”), que devolvem a lista de registros, não uma conclusão.

Pra quem é

Pra família de qualquer criança ou adolescente com diabetes tipo 1 que passa parte do dia com outra pessoa: escola, creche, avó, babá, treino. O nome é “na Escola” porque foi onde a dor começou, mas o convite serve pra qualquer cuidador, e não há limite de lugares: escola de manhã, avó à tarde, treino no fim do dia.

O que ele é capaz de fazer cabe numa tela, e é essa aqui.

Tela de boas-vindas do GlicemIA na Escola com a lista do que ele é capaz de fazer
Conduta passo a passo, registro, avisos, lembretes, emergência e histórico.

Planos

Quem assina é a família; a escola e os outros cuidadores entram pelo convite, sem pagar nada. É um plano só, com tudo incluso, e começa com um período de teste grátis.

Plano único
ValorR$ 39,90 por mês, depois do teste grátis
Cuidadores convidadosSem limite: escola, casa, avó, babá, treino
Sensor via NightscoutIncluso (o valor do sensor aparece pra escola confirmar)
Conduta por faixa, avisos, lembretes de horário, histórico em PDF/CSV, botão de emergência, treino com IA, consentimento e auditoriaIncluso

Pagamento por Pix ou cartão, cancelável a qualquer momento.

Pra escola, basta um celular com internet e a disposição de abrir o aplicativo na hora de medir. Não precisa de enfermeira nem de curso: precisa seguir a conduta que está na tela, que é exatamente o que a lei pede que ela faça. O que a lei garante, como fazer a reunião e o plano de cuidado, está no meu guia de diabetes tipo 1 na escola.

Isto não nasceu de uma pesquisa de mercado. Quem escreveu este aplicativo é mãe de uma criança diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 13 meses, nutricionista especialista em diabetes, educadora em diabetes, dentista, mestre em Imunologia e professora de Medicina. O problema da escola eu vivi antes de programar, e falo com essas mães todos os dias.

A conduta certa, na mão de quem está com a criança

Teste grátis, depois R$ 39,90 por mês com tudo incluso. Você instala pelo navegador, cadastra a criança, escreve a conduta de cada faixa com a prescrição da sua equipe em mãos, e manda o código pra escola.

Instalar o GlicemIA na Escola

Link direto: glicemianaescola.maepancreas.com/instalar

Se quer ajuda pra escrever as condutas em linguagem de escola, eu faço isso com as famílias no acompanhamento nutricional em diabetes.

Um abraço. Ela vai ficar bem na escola.

Perguntas frequentes

O que é o GlicemIA na Escola?

É um aplicativo criado pela Mãe Pâncreas em que a família cadastra a conduta prescrita pela equipe médica pra cada faixa de glicemia da criança com diabetes tipo 1, e a escola (ou qualquer cuidador convidado) vê essa conduta passo a passo no celular na hora em que mede, marca o que fez e deixa registrado. A mãe acompanha em tempo real.

O aplicativo calcula a dose de insulina?

Não, nunca. Ele não calcula nem sugere dose. A conduta de cada faixa é escrita pela mãe, seguindo a prescrição médica, e o aplicativo só mostra o que foi cadastrado. Isso é decisão de projeto e é o que o mantém fora da categoria de dispositivo médico.

Quanto custa?

Quem assina é a família: um plano só, R$ 39,90 por mês, com tudo incluso (cuidadores ilimitados, sensor via Nightscout, avisos, histórico, treino com IA), depois de um período de teste grátis. Pagamento por Pix ou cartão.

Como instalar o GlicemIA na Escola?

Pelo navegador do celular, em glicemianaescola.maepancreas.com/instalar. Não está em loja de aplicativos: abre o link, toca em instalar e ele fica na tela inicial como um app.

A escola precisa instalar alguma coisa ou pagar?

A escola instala pelo mesmo link, gratuitamente, e entra com o código de convite que a família manda; passa a ver só aquela criança. A escola não paga nada.

Funciona com sensor de glicose?

Sim, com sensores integrados ao Nightscout (a família cadastra o endereço e um token só de leitura): na hora de registrar, o valor do sensor aparece pra escola confirmar. Sem Nightscout, a escola digita o valor do sensor ou da ponta do dedo. Em nenhum caso o aplicativo vigia o sensor ou alarma: o alarme é o do sensor.

Os dados da minha criança ficam protegidos?

Dado de saúde de criança é tratado como dado sensível: consentimento registrado e revogável a qualquer momento, acesso só a quem a família convidou, e trilha de auditoria de cada acesso.

Christine Rolke

Texto escrito por Christine Rolke, nutricionista (CRN 24102380), mestre em Imunologia, educadora em diabetes, criadora do GlicemIA na Escola e mãe de criança com diabetes tipo 1. Conheça a minha história.

Revisado em 16/09/2026. O GlicemIA na Escola é uma ferramenta de organização e comunicação entre família e escola. Não é dispositivo médico, não calcula doses e não substitui a orientação da equipe que acompanha a sua criança.
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