Aluno com diabetes tipo 1: o que professora e coordenação precisam saber

Este texto é pra você que vai receber, ou já recebeu, uma criança com diabetes tipo 1 na sua turma. Talvez a mãe tenha mandado este link. Talvez você tenha procurado no Google depois da reunião, porque saiu dela com mais perguntas do que entrou. As duas coisas são boas.

Eu sou nutricionista, educadora em diabetes, professora universitária no curso de Medicina, e mãe da Livia, que foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 13 meses e passou por creche, educação infantil, fundamental e ensino médio. Eu sentei do outro lado da mesa em muitas reuniões como a que você acabou de ter. Vou escrever aqui o que eu gostaria que cada professora e cada coordenadora soubesse antes do primeiro dia.

Não é longo, e a parte que importa cabe em uma página, no fim.

GlicemIA na Escola: o plano de cuidado no celular de quem está com a criança. A família cadastra a conduta que a equipe médica prescreveu pra cada faixa de glicemia; você abre o aplicativo na hora de medir, vê o que fazer passo a passo, marca o que fez e a família recebe na hora. Ele nunca calcula dose de insulina. A escola não paga nada e não precisa de curso.

Conhecer o GlicemIA na Escola

O que é o diabetes tipo 1 (e o que não é)

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico da criança destruiu as células do pâncreas que produzem insulina. Sem insulina, o açúcar que vem da comida não entra nas células e fica no sangue. O tratamento é repor a insulina, todos os dias, várias vezes por dia, e medir a glicemia pra saber quanto.

O que a escola precisa guardar disso:

  • Não tem relação com comer doce, nem com os hábitos da família. É autoimune. A criança não “ficou” com diabetes por causa de nada que ela ou os pais fizeram.
  • Não é contagioso e não tem cura. É pra vida inteira, e a criança vai aprender a cuidar de si; até lá, os adultos ao redor cuidam.
  • Não é o diabetes do avô. O tipo 2, de adulto, é outra doença, com outro tratamento. Criança com tipo 1 não trata com “dieta” nem com “remédio de comprimido”; trata com insulina.
  • A criança é saudável. Ela cresce, aprende, corre, faz esporte, vai a passeio, come bolo na festa. O que ela tem é uma condição que exige cuidado diário. Quando alguém disser “a criança doente”, pode corrigir.

O que ela faz em sala, todo dia

Você vai ver quatro coisas acontecendo, e nenhuma delas é motivo pra parar a aula:

  1. Medir a glicemia. Ou com uma picada no dedo e um aparelhinho (glicosímetro), ou olhando o celular, que mostra o valor de um sensor colado no braço. Leva 10 segundos. Acontece antes do lanche, antes da educação física e sempre que ela se sentir estranha.
  2. Comer quando a glicemia está baixa. Pode ser no meio da sua explicação. É tratamento, não lanche. Ela não precisa pedir licença, e não pode esperar o intervalo.
  3. Aplicar insulina. Com uma caneta parecida com uma caneta comum, agulha de 4 mm, geralmente antes do lanche. Dependendo da idade, ela aplica sozinha, aplica com um adulto olhando, ou um adulto da escola aplica. Quem faz o quê está no plano de cuidado, e eu escrevi um texto só sobre isso: quem pode aplicar insulina na escola.
  4. Beber água e ir ao banheiro. Glicemia alta dá sede e xixi. Ela pede mais que os outros, e a resposta é sempre sim.

Algumas crianças usam bomba de insulina, um aparelho do tamanho de um pager, preso na roupa ou na pele, que libera a insulina. Ele pode apitar. Ninguém na escola mexe na bomba; se apitar e a criança não souber resolver, liga-se pra família.

O que a lei pede da escola

Desde 2026, existe uma lei federal específica pra diabetes tipo 1, a Lei 15.439/2026, que entra em vigor no fim de dezembro de 2026 e vale por inteiro no ano letivo de 2027. Ela diz que a criança tem direito, dentro da escola, a portar e usar glicosímetro, sensor, insulina e bomba; a pausas pra medir, aplicar e comer; a adaptação razoável das atividades; a cardápio adequado e horários de alimentação flexíveis quando a família pedir; e a não sofrer nenhuma discriminação por causa do diabetes ou dos equipamentos. O laudo de diabetes tipo 1 tem validade indeterminada; não precisa de laudo novo todo ano.

Duas outras leis que a escola já conhece:

  • A Lei 15.100/2025, que proíbe o celular na escola, tem exceção expressa (art. 3º, III) pra “atender às condições de saúde dos estudantes”. O celular da criança com diabetes é o visor do sensor. Ele fica com ela, ligado, e o alarme pode tocar na sua aula.
  • A Lei 13.722/2018, a Lei Lucas, obriga a escola a capacitar professores e funcionários em primeiros socorros. Reconhecer e tratar uma hipoglicemia é primeiros socorros.

E o que nenhuma lei pede: a escola não é obrigada a ter enfermeira, e nenhum professor específico é obrigado a aplicar insulina. O que a escola é obrigada a fazer é permitir, organizar e chamar socorro quando for o caso. O cuidado, no Brasil e no mundo, é feito por pessoas sem formação em saúde, treinadas pela família, com um plano escrito. A ISPAD, a sociedade internacional de diabetes na infância, diz isso com todas as letras.

Livia, criança com diabetes tipo 1, de uniforme, no corredor da escola

Hipoglicemia em um minuto

Se você só puder guardar uma coisa deste texto, é esta.

Hipoglicemia é glicemia baixa, abaixo de 70. É o risco imediato do diabetes tipo 1, acontece com todas as crianças que usam insulina, e é tratada em um minuto: carboidrato rápido, esperar 15 minutos, medir de novo.

Como você percebe, antes de medir: criança quieta demais (na Livia, era isso), pálida, suada, tremendo, com fome de repente, irritada do nada, “com sono” fora de hora, fala enrolada, olhar perdido, não consegue fazer o que estava fazendo. Em bebê e creche: choro sem consolo, moleza, sono fora de hora. Na dúvida, mede. Medir não faz mal.

O que você faz:

  1. Dá o carboidrato rápido dela, que está no kit, na quantidade que o plano diz (em geral 2 balas de glicose, 1 sachê de gel ou meia caixinha de suco). Em sala, agora.
  2. Fica com ela. Não manda pra secretaria, pra cantina nem pro banheiro sozinha. Se precisa sair, um adulto vai junto.
  3. Espera 15 minutos e mede de novo. Se continua abaixo de 70, repete.
  4. Avisa a família depois de tratar, não antes.
  5. Se ela não consegue engolir, está confusa, convulsiona ou desmaia: 192, nada pela boca, deitada de lado. Ninguém precisa de permissão pra ligar pro SAMU.

A conduta por faixa de glicemia, pra imprimir e colar na sala, está no protocolo de hipoglicemia na escola.

Glicemia alta (acima do valor do plano, em geral 250) não é emergência imediata: água, banheiro, avisar a família, sem educação física até ela orientar. Vira emergência se vier com vômito repetido, sonolência ou respiração rápida e profunda: 192.

Hipoglicemia na escola, em um minuto Glicemia abaixo de 70 mg/dL. Acontece com toda criança que usa insulina. Como você percebe, antes de medir Quieta demais, pálida, suada, tremendo, com fome de repente, irritada do nada, “com sono” fora de hora, fala enrolada. Na dúvida, mede. Medir não faz mal. 1 Dar o carboidrato do kit, em sala, agora (2 balas, 1 sachê, meio suco). 2 Ficar com ela. Nunca mandar sozinha pra secretaria, cantina ou banheiro. 3 Esperar 15 minutos e medir de novo. Se ainda abaixo de 70, repetir. 4 Avisar a família depois de tratar, não antes. Não engole, confusa, convulsão, desmaio: ligar 192 Nada pela boca. Deitar de lado. Ninguém precisa de permissão pra chamar o SAMU.
Imprima e deixe na sala: é o que uma professora precisa saber antes de qualquer outra coisa.

Comida, lanche e festa

Alimentação é onde a escola mais erra por excesso de zelo, e eu digo isso com carinho, porque o zelo é verdadeiro.

A criança com diabetes tipo 1 come o que as outras comem. Não existe cardápio de diabético. O que existe é a dose de insulina certa pra cada comida, e quem calcula é a família. Então a criança come o bolo da festa, o brigadeiro, a pizza do dia especial. O que a escola faz é avisar a família antes (um dia de antecedência resolve), pra que ela calcule a insulina.

O que não fazer: servir “só a salada”, tirar o bolo da mão dela, dar o lanche “sem açúcar” que ninguém pediu. Isso é exclusão com nome de cuidado, e a criança sente.

Lanche de casa costuma vir com a contagem escrita (“bolo 25 g, suco 12 g”). A escola só confere se ela comeu tudo e avisa se sobrou. Sobra é informação de dose; importa.

Comer em sala fora do horário é tratamento de hipoglicemia. “Ela está comendo na aula” é uma reclamação que eu ouço todo semestre; a resposta é que ela está fazendo exatamente o que o plano manda.

Livia, criança com diabetes tipo 1, sorrindo diante do bolo de aniversário

Educação física, passeio e prova

Educação física é pra fazer. Exercício é parte do tratamento. O que muda: medir antes (abaixo de um valor do plano, ela come algo antes de começar), kit ao lado da quadra, e o professor de educação física sabendo o protocolo. Se ela apresentar sinais de hipo durante a aula: para, trata, espera. Não volta “só pra terminar o jogo”.

Passeio e excursão. Ela vai. O kit vai com ela (não na mala do ônibus), uma pessoa da escola fica responsável, o celular vai com bateria, e o plano de cuidado impresso vai na mochila.

Prova. Medir e comer durante a prova é direito, e o alarme do sensor tocando não é cola. Em hipoglicemia a criança não raciocina; se ela tratou uma hipo no meio da prova, registre, porque a família pode pedir compensação de tempo ou nova prova, e isso é adaptação razoável prevista na lei.

Celular, sensor e bomba na sua aula

O celular da criança com diabetes é equipamento médico: é onde o sensor mostra a glicemia, às vezes é o controle da bomba. Ele fica com ela, ligado, com som, e o alarme pode tocar na sua aula. Você não recolhe, não desliga, não manda deixar na mochila. Se a escola quer uma garantia contra uso indevido, o combinado razoável é: na carteira, tela pra baixo, usado só pro sensor. As famílias aceitam isso de bom grado.

Duas coisas sobre o sensor: ele mostra o valor com uns 10 a 15 minutos de atraso, então na hipo você olha a criança, não só o número; e ele pode descolar ou falhar, por isso o glicosímetro continua no kit.

Sobre a bomba: ninguém desconecta, suspende ou mexe. Alarme que a criança não sabe resolver: liga pra família.

Como falar com a turma

Criança pergunta, e às vezes exclui o que não entende. Uma roda de conversa de 15 minutos, com a família ou só com você, resolve mais do que qualquer bilhete. O que eu sugiro dizer, adaptando pra idade:

  1. “O corpo do [nome] não fabrica uma coisa que o nosso fabrica, chamada insulina, que ajuda a comida a virar energia.”
  2. “Por isso ele mede o sangue com um aparelhinho e usa uma canetinha com insulina. Não dói mais que um beliscão.”
  3. “Às vezes ele precisa comer no meio da aula. Não é lanche, é remédio. Ninguém precisa pedir pra ele.”
  4. “Não pegou de ninguém, ninguém pega dele, e não foi por comer doce.”
  5. “Se ele ficar estranho, quieto demais, pálido, avisa a professora. Vocês podem ajudar.”

Combine com a família antes, porque algumas crianças (adolescentes, principalmente) preferem não ser tema de roda.

O que não fazer

Reunindo o que eu mais ouço das mães, em uma lista pra colar na sala dos professores:

  • Não mandar a criança sozinha pra lugar nenhum com suspeita de hipoglicemia.
  • Não pedir pra ela “esperar o intervalo” pra medir ou comer.
  • Não recolher o celular do sensor.
  • Não tirar comida da mão dela na festa, nem servir “cardápio de diabético”.
  • Não negar água ou banheiro.
  • Não decidir dose de insulina. Nunca. Isso é da família, do plano ou da bomba.
  • Não mexer na bomba nem tirar o sensor.
  • Não esperar autorização pra ligar 192.
  • Não pedir laudo novo todo ano.
  • Não tratar a criança como doente, nem falar dela como “o diabético”.

O que a coordenação organiza

Se você é da coordenação, o que está no seu lado da mesa:

  • A reunião antes do primeiro dia, com a professora de sala, a de educação física e a pessoa que vai ser referência do cuidado. Quarenta minutos. Sai dela uma ata: quem faz o quê, com substituto, e assinaturas.
  • O plano de cuidado assinado pela família e pela equipe médica, com os números daquela criança, em uma ou duas páginas. Uma cópia na sala, uma na coordenação, uma na mochila. A família traz o modelo; o guia de diabetes tipo 1 na escola tem um pra copiar.
  • O kit na sala, com a lista colada na tampa. A família repõe; a escola avisa quando usa.
  • A pessoa de referência e a substituta, treinadas pela família (40 minutos), com autorização escrita.
  • O aviso de festa e cardápio com um dia de antecedência, e o cardápio semanal por escrito quando a criança come da escola.
  • A professora substituta sabendo. É o ponto em que mais coisa dá errado: a titular sai de licença e ninguém contou pra quem entrou.

Pra esse último ponto, e pra tudo o que está no plano estar na mão de quem mede na hora em que mede, eu criei o GlicemIA na Escola: a família cadastra a conduta que a equipe prescreveu pra cada faixa de glicemia, a escola abre no celular quando mede, vê o que fazer passo a passo, marca o que fez, e a família recebe na hora. A escola não paga nada e não precisa de curso; precisa seguir o que está na tela, que é exatamente o que a lei pede que ela faça. Quando a professora muda, o aplicativo fica.

A página pra imprimir

[Nome da criança], turma [turma], tem diabetes tipo 1. Não é contagioso, não foi por comer doce, ela é saudável e faz tudo o que os outros fazem.

Todo dia: mede a glicemia (dedo ou celular), come quando está baixa, aplica insulina antes do lanche [sozinha / com (nome) / (nome) aplica], bebe água e vai ao banheiro sempre que pede.

Glicemia baixa (abaixo de [70]) ou criança quieta demais, pálida, suada, tremendo, “com sono”: dar [2 balas de glicose / 1 sachê / meia caixinha de suco] em sala, agora. Ficar com ela. Esperar 15 min, medir de novo, repetir se ainda abaixo de [70]. Avisar a família depois. Nunca mandar sozinha pra lugar nenhum.

Não engole, confusa, convulsão, desmaio: 192. Nada pela boca. Deitar de lado. Ninguém precisa de permissão.

Glicemia alta (acima de [250]): água, banheiro, avisar a família, sem educação física até ela orientar. Com vômito, sonolência ou respiração rápida: 192.

Celular é o visor do sensor: fica com ela, ligado, alarme pode tocar. Bomba e sensor: ninguém mexe.

Festa e cardápio: avisar a família com 1 dia de antecedência. Ela come o que os outros comem.

Kit está em [lugar]. Pessoa de referência: [nome], substituta [nome]. Família: [nome, telefone] · [nome, telefone]. Equipe médica: [telefone]. SAMU: 192.

Perguntas frequentes

O que o professor deve fazer com um aluno com diabetes tipo 1?

Deixar a criança medir a glicemia, comer pra tratar hipoglicemia e aplicar insulina em sala, sem sair; reconhecer os sinais de hipoglicemia (quieta demais, pálida, suada, tremendo, “com sono”) e tratar na hora com o carboidrato do kit; não recolher o celular do sensor; avisar a família de festas com antecedência; e ligar 192 se a criança não conseguir engolir, ficar confusa, convulsionar ou desmaiar.

Aluno com diabetes pode comer na sala de aula?

Pode, e precisa. Comer fora do horário é tratamento de hipoglicemia, e a Lei 15.439/2026 garante as pausas pra medir, aplicar insulina e se alimentar dentro da escola. A criança não precisa pedir licença nem esperar o intervalo.

Aluno com diabetes pode usar celular na escola?

Pode. A Lei 15.100/2025, que proíbe o celular nas escolas, tem exceção expressa (art. 3º, III) pra atender às condições de saúde dos estudantes. O celular é o visor do sensor de glicose e, às vezes, o controle da bomba de insulina. Fica com a criança, ligado, e o alarme pode tocar em sala.

A escola precisa de enfermeira pra receber aluno com diabetes?

Não. Nenhuma lei exige profissional de saúde na escola. O cuidado é feito por funcionários treinados pela família, com plano de cuidado por escrito, como orienta a ISPAD. A escola precisa permitir, organizar e chamar socorro quando for o caso.

Aluno com diabetes pode fazer educação física?

Pode e deve. Exercício é parte do tratamento. A escola mede antes (abaixo do valor do plano, a criança come um carboidrato antes de começar), mantém o kit ao lado da quadra e o professor sabe reconhecer e tratar hipoglicemia. Se houver sinais durante a aula: para, trata, espera.

Aluno com diabetes pode comer bolo na festa da escola?

Pode. Não existe cardápio de diabético; a criança com diabetes tipo 1 come o que as outras comem, com a insulina calculada pela família. A escola avisa a família com antecedência. Excluir a criança da festa é discriminação.

Quando a escola deve ligar pro SAMU?

Quando a criança não consegue engolir, está confusa, tem convulsão ou desmaia, e quando a glicemia está alta com vômito repetido, sonolência ou respiração rápida e profunda. Liga 192 primeiro e a família depois, sem esperar autorização.

O professor é obrigado a aplicar insulina?

Não. Nenhuma lei obriga um funcionário específico. A escola organiza quem aplica ou supervisiona, com autorização escrita da família, prescrição e treinamento, e a dose é sempre definida pela família, pelo plano ou pela bomba.

Leia também

Fontes

  • Bratina N, Forsander G, Annan F, et al. ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2022: Management and support of children and adolescents with diabetes in school. Pediatr Diabetes. 2022;23(8):1341-1353.
  • Abraham MB, Karges B, Dovc K, et al. ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2022: Assessment and management of hypoglycemia in children and adolescents with diabetes. Pediatr Diabetes. 2022;23(8):1322-1340.
  • American Diabetes Association. Standards of Care in Diabetes 2026, Section 14: Children and Adolescents. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1).
  • Sociedade Brasileira de Diabetes. Diabetes na escola: materiais educativos.
  • Brasil. Lei nº 15.439, de 26 de junho de 2026; Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025; Lei nº 13.722, de 4 de outubro de 2018; Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA).

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Christine Rolke

Christine Rolke, nutricionista (CRN 24102380), cirurgiã-dentista, mestre em Imunologia, educadora em diabetes e mãe da Livia, que tem diabetes tipo 1 desde os 13 meses. Conheça a minha história.

Conteúdo educativo: não substitui a orientação da equipe que acompanha a sua criança.

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